Sobre Nós

Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” (Mateus 5:16)

DECLARAÇÃO DE COMPROMISSO COM O REINO DE DEUS

Reconhecemos que a Igreja de Cristo deve resguardar sua autonomia frente ao Estado, aos partidos e às instituições. 

Concordamos que o Evangelho de Jesus suplanta todo modelo de sociedade e vertente política, apontando para uma utopia de plena realização da condição humana.

Afirmamos também que o Evangelho não é neutro diante das injustiças históricas. Portanto, a Igreja também não deve ser.

Em toda Tradição Bíblica grita o compromisso de Deus com os pobres e os oprimidos. Em Jesus, Deus assumiu radicalmente a experiência do povo oprimido, confundindo ricos e poderosos.

Cremos que o Reino de Deus é feito de justiça, paz e alegria no Espírito Santo.

Cremos que justiça não é vingança; é retirar dos opressores seus instrumentos de privilégios para que os oprimidos tenham plena libertação. Justiça é igualdade na diversidade, pão repartido, fome saciada e liberdade para ser em plenitude.

Cremos que a paz não vem com armas, guerras e manifestações da violência. A paz é filha e fruto da justiça.
Cremos que a Alegria é um direito da Vida e um desejo do Coração de Deus. A Alegria só é plena em ambientes livres de opressões e de imposição de sofrimento.

Por isso reconhecemos a luta do povo negro, das mulheres, da comunidade LGBT, dos quilombolas, dos indígenas, dos sem-teto, dos sem-terra, dos ribeirinhos, dos trabalhadores e dos pobres como expressão justa de reparação histórica e de apontamento do Reino de Deus.

Cremos na necessidade de mudança no coração humano.

Reconhecemos nossa precariedade, nossa finitude, nossa imperfeição. Precisamos muito uns dos outros, da comunhão, da comunidade de fé. Precisamos muito da bondade da misericórdia, do amor e do carinho de Deus.

Cremos na força revolucionária do Amor.

O amor que acolhe, respeita, se enche de compaixão, se alegra com a justiça e se revolta contra as opressões. O amor que não reproduz o ódio, não se utiliza da violência, não naturaliza a tortura, não comemora a morte, não se alegra com a prisão, mas se folga com a liberdade e promove Vida.

Amai-vos. Não armai-vos.

Todas e todos têm acesso à mesa. Venham, vamos, de mãos dadas. Em consolo mútuo nasce a esperança, desperta o grito, bate firme o coração e os lábios entoam louvores ao Amigo Jesus de Nazaré.

O futuro é de Deus.
É dos pobres.
É da Vida!

Ser uma igreja reconhecida por uma vivência relevante do evangelho, pela valorização do ser humano em todas as suas dimensões pela comunhão e pela prática do amor.